terça-feira, 31 de março de 2026

Malandragem

Vem do nada...
- Diga aí, cara!
Como vai, “broder”...
E eu respondo
Vou indo, mano...
Como vai a mina?
A desconfiança responde
- A nega está estirando
Os cabelos chapa.
- E a sua mãe,
Broow, como vai?
- A coroa vai levando
Meu...
-(Chega à bisteca).
...Beijos...
-seus cabelos, hem!...
Gata estilo rock hooll
Mana...
E o amigo dá no pé
No dia seguinte
Surge do nada
-diga aí, cara!...


Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


O estado educando a sociedade

Em 1970 a polícia educava com cacetete
Nas costas da classe trabalhadora.
Esta é apenas uma data
Próxima a data de hoje.
Em 2013 a polícia educava
Com cacetete, gás lacrimogêneo,
Bala de borracha, não que naquela
Outra época não tivesse isso.
Em 2014 a polícia educou
Da mesma forma, censuraram
Uma grande parte da sociedade.
Em 2015, também.
Em 2016 calaram a voz do povo,
Manifestante pode ser preso
Como se fosse terrorista,
É proibido grafite nas ruas
Manifestando-se contra o governo,
É proibido reunir-se na praça,
Durante as olimpíadas
Que já passou, tudo ainda
Continua proíbido.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


segunda-feira, 30 de março de 2026

Aguardente

À Donald Trump

Todos os dias nasce um canalha na política
Para o desespero da sociedade...
A cada dia criam leis, fazem a guerra,
Matam quem não tem culpa, enganam,
Alienam o povo. Ainda nasce Aldolf Hitler
Na Sociedade, um governo corrupto nasce
Todos os dias, o fascismo se esconde por trás
Das propostas e de cada propagandas política.
Nasce Benito Mussolini todos os dias, na política,
Em tudo aquilo que dita ordem à sociedade,
E que no fim assassina milhares,
Fazem uso das palavras friamente,
E há quem acredite lealmente.
Todos os dias nascem filhos da puta
Para sustentar o sistema capitalista,
Para meter o medo nas pessoas,
Para rir da minha cara, da sua cara,
Da cara de todos. E a culpa da miséria social
É colocada na inflação, em um mundo de consumistas,
Dividido por classes sociais.
E a sociedade paga a própria penitência
Para o sustento do governo - desgoverno.
Todos os duas nasce gente de má índole,
Nasce gente querendo por a mão
Na gente e nos governar,
Todos os dias nasce alguém dizendo ser confiável
Para o massacre da sociedade.
Querem criarem milhares de muros de Berlim,
Querem criarem as cercas elétricas para a separação
Dos países. Todos os dias nasce
Um governo querendo ser um Deus, todos os dias
Nasce um Füher, as grandes milícias
A cada dia a se fortalecer, a guerra do estado e o tráfico,
Minha sociedade marginalizada, todos os dias
Criam campos de concentração, céu aberto,
Gás lacrimogênio a asfixiar, bala de borracha a dei
xar marcas,
Spray de pimenta a cegar.

Imagem da Internet.


A sociedade não pode ser oposição dela mesma

   Que bom que o Facebook trouxe-me mais uma lembrança, dessa vez de uma das publicações que tenho feito datada em 31 de março de 2023, publicando aqui para que todos possam fazer a leitura:

Eleitor algum tem de carregar o peso de ter votado em um ou mais candidato, o eleitor tem que ter a consciência de que todo político eleito tem que trabalhar para a sociedade em si. O papel do eleitor não é esperar que tudo caia do céu, o papel do eleitor é cobrar cada proposta apresentada pelo candidato, não apenas as propostas apresentadas pelo candidato, quanto também cobrar direitos importantes para a sociedade em si. Cobrar por mais políticas públicas. Cobrar segurança, saneamento básico, infraestrutura, cobrar mais investimento na saúde pública, na educação. O eleitor não pode ser refém de um ou mais lado, todo eleitor é livre e tem que saber que se optou pelo direito de votar, tem que cobrar, tem que continuar lutando. Transformação social quem faz é a sociedade em si. A sociedade não pode ser oposição dela mesma.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Meu voto

A poesia estampada na parede
Não mais se encontrava por lá
Passaram uma tinta nas palavras
E resolveram internar o poeta.

Milhares de livros queimados
Na praça pública, milhares
De escritores exilados
De um país pra outro, e todos

Que defende o estado, o vê
Como um desgraça, um ser
Marginalizado pela sua espécie,
Que ver de um artista um vagabundo.

E mando um salve a Gregório de Matos
Ao Boca de Brasa, Boca de Inferno
Pai da poesia brasileira, que muito cantou
Os males da política

E da sociedade mexiriqueira,
Um Salve aos que transformaram as palavras,
A Castro Alves, que cantava a liberdade
Um salve ao Lima Barreto, que por muitos

Foi descriminado, e queimaram as palavras
Dos poetas, queimaram as palavras
Daquele que escreveu a realidade,
Mas, não mataram as ideias

Daquele que pensa e busca transformar,
Viva a poesia, e os Poetas da Praça,
Viva aos boêmios da literatura,
Aos fumantes e aos que não bebem

E muito menos fumam,
Viva os que protestam e os que manifestam
Por um país, ou quem sabe um mundo
Melhor, viva o povo e toda sociedade

Que dorme, e quando levanta
Mostra que ainda existe esperança
E a sede de mudar é maior,
E a briga pelos direitos continua

Oprimem nossa sociedade,
Agridem nossa sociedade,
Assassinam nossa sociedade,
E temem a nossa sociedade,

Porque a sociedade sustenta-os
E não estamos distante da ditadura,
E muito menos de uma guerra civil,
O poeta escreveu o provérbio,

O hoje tudo vem sendo visto,
O amanhã pouco se sabe o que pode vir,
E o futuro, não bem se sabe se terá crianças
Felizes, brincando descalça pela rua.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


domingo, 29 de março de 2026

Exercício

Subi a ladeira
Desci a ladeira
Subi a ladeira
Desci a ladeira
Salvador, Bahia, Brasil
Faz bem ao coração.
E assim subo ladeiras,
Desço ladeiras,
Entro em becos
Saiu de becos,
Subo ladeira
Desço ladeira
E em cada esquina
Uma música
Um reggae
Um rap
Um funk
Um pagode
Um samba

E vou seguindo
Subindo ladeira
Descendo ladeira
Entrando em uma esquina
Saindo em outra.
Salvador, Bahia, Brasil
Pulsa em meu coração.
Pertenço
A Bahia.

Imagem da Internet.


quarta-feira, 18 de março de 2026

Trabalhadores do Brasil: Discursos à Nação

Mais um grande trabalho do escritor Lira Neto, "Trabalhadores do Brasil: Discursos à Nação", com prefácio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Entreguei o primeiro exemplar de “Trabalhadores do Brasil: Discursos à Nação”, coletânea de pronunciamentos públicos de Getúlio Vargas, organizada por mim, ao autor do prefácio, o presidente Lula." - Lira Neto, no Meta (Facebook)

"Recebi hoje a visita de meu querido amigo Lira Neto no Palácio do Planalto. Tive a honra de escrever o prefácio de seu novo livro: "Trabalhadores do Brasil! Discursos à Nação", que traz os principais discursos de Getúlio Vargas.


Neste prefácio, destaco que Getúlio trouxe para o centro da arena política questões que permanecem atuais: o Estado como indutor do desenvolvimento, a defesa da soberania nacional e o combate à desigualdade e aos privilégios.


Tive a oportunidade de ler os três volumes da biografia de Getúlio Vargas escrita por Lira Neto. Trata-se de um trabalho muito importante, que contribui para resgatar e manter viva a compreensão de um período decisivo da nossa história." - Lula, no X (Antigo Twitter)


Lula e Lira Neto, ambos segurando o
 livro "Trabalhadores do Brasil: Discursos à Nação". 📸: Ricardo Stuckert


terça-feira, 17 de março de 2026

Teu pensamento

És uma partícula
Menosprezada,
Assim como
Uma gota
De água
Pelas terras secas.
Não há nada que se
Equipare ás tuas
Angústias infinitas!
E mesmo assim,
Num olhar distante
O gritar
De uma gaivota...
Não sei se é o teu
Pensamento.



domingo, 15 de março de 2026

Decisão, Avante e Geração

Decisão


- Dizei-me poeta,

Uma palavra

Mais bonita

Que avante?

- Doravante!

É mais

Que uma decisão,

Para seguir

Rumo ao futuro,

Trilhando os sonhos!

Além da utopia!…


Avante


- Que caminho devo seguir?

- Você é sonhador?

- Sou!

- Deixe as estrelas lhe levar...

E assim pegou a estrada.

O destino é cada passo

Que se trilha,

Cada passo

Uma história,

Um novo mundo.

Pedras no caminho

Sempre vai aparecer,

As pedras se desmancham

Com a chuva,

As pedras vai pela

Rua, e a gente?

- Passa!


⁠Geração


Bem vindo ao mundo

Suas primeiras palavras

- O choro...

Amamentou-se...

Bem vindo em casa

Sorria,

E assim aprendeu

A sorrir (que lindo!).

Não há mais boas vindas?

Já veio ao mundo!

(Amanhã e depois

Vai começar a sua história,

A nossa história... - Família)

O universo é uma escola

Imensa (boa sorte!).

Logo lhe jogam

No mundo

Para continuarem

Dando novas

Boas vindas.




sexta-feira, 13 de março de 2026

Hoje eu acordei cheio de interrogações

O que há de mais belo na vida?
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa,
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Malandragem

Vem do nada... - Diga aí, cara! Como vai, “broder”... E eu respondo Vou indo, mano... Como vai a mina? A desconfiança responde - A nega está...