quinta-feira, 9 de abril de 2026

Asco

Monstros que nascem na humanidade
Não merecem ser felizes
(Sequer se importam com a própria felicidade)
Merecem o sofrimento diante das suas crueldades
Que vivem a fazer
(Coração maldito cheio de maldade).
Não me venha com essa de ser bonzinho
Àqueles que nasceram para fazer o mal:
- São cruéis a ponto de matar sem um pingo de remorso
Esquecem que fazem parte da própria humanidade
A quem tanto abatem
Em nome do poder, do autoritarismo,
Do que acreditam que está escrito no sagrado
Em nome do altíssimo
Impostores, são desumanos - verdadeiros carrascos!

Há quem seja pior que psicopata - sanguinário!
Há quem brinque com a nossa fé - oportunista!
Há quem nos engane e nos manipule - sanguessuga!

Há quem nos engane e nos faça de marionetes
Brinca com a nossa inocência,
Pensa que jamais abriremos os olhos
- Que lavagem cerebral
Vive nos fazendo o tempo todo.

E a gente se impressiona com as estatísticas
Enquanto não viramos uma -
É racismo, homofobia, xenofobia, misoginia...

E a gente se impressiona com o bombardeio
Tem gente fazendo até pipoca,
Tem gente que não se importa com as crianças
Assassinadas, não se importa com o sofrimento
De todo um povo e cria a guerra

Há quem faça da desgraça alheia uma festa!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Fragrância

Todo o seu ser preso ao meu.
Fisgar na plenitude cada momento,
Suspirar no relento sintomas de amor
Para que remédio?…

Está no seu braço e morrer
lentamente, você a olhar-me
Em forma de sorriso
Disfarço - estou bobo.

Diante do seu ser amoroso,
beleza extrema de minha vida,
Como a natureza, você inspira-me.

Quero respirar cada perfume,
E saber distinguir seu aroma
Doce e gostoso de sentir…


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


 

Imortal

O ano passa,
Tudo passa
E o que resta
É a vida
Daqueles
Que de fato
Quer viver.
Todo ser humano
É imortal
Quando ele
Quer viver
Eternamente.
Todo ser humano
É imortal,
Atravessa o tempo,
É sangue que germina
E nasce
Em várias formas.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Realidade

Acordar cheio de esperança
Com a sede de melhorias
Sonhar feito criança
Com muita euforia

Respirar o ar puro
Sorrir para o mundo
Brincar com o futuro
Sem medo

E tudo vai entardecendo
Todos os sonhos também
E tudo parece esvair

Anoitece e vem a tristeza
E tudo se opõe, a vida é dura
- Amanhã é outro dia.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Atualidade

Quanto mais vazia e calma
Mais ainda é perigosa a rua
(Isola). A bola na rua
Simplesmente a bola
E o asfalto,
Não há quem queira mostrar talento,
Não há quem queira jogar uma pelada,
Não há quem queira fazer pontinho,
Não há quem queira...
Casas com grade
(Já não basta ter medo da marginalidade,
Tem que ter medo de doença
Invisível), a rua nua e doentia,
A rua nua prostituída
Por quem se aproveita
Da situação alheia
Para lucrar (sistema podre -
Capitalista).
No mundo de crença,
Onde muitos colocam
Deus acima de tudo
E carrega por dentro
A falta de amor.
Há ser que mata mais
Que droga,
Quantas pessoas são assassinadas
Por ano?
Calamidade pública,
Pobre nem sempre tem vez.
Humano nem sempre é humano
(Desigualdade social
É desumano).
A sociedade feito a rua
A cada dia, nua, vazia, calma,
Doentia...


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Caracol

Quem sabe muitas das vezes somos tontos
Pelo fato do mundo girar?
Muitas das vezes de cabeça
Pra baixo vejo o mundo
Querendo saltar.
As nuvens dos céus
Também dar vontade de vomitar,
Quando a tranquilidade é demais,
Tem de se desconfiar.
Quero uma dose de cachaça,
E um cigarro vagabundo
Pra passar o tempo,
Nos matamos aos poucos,
Pra ao longo dos anos
Dizer – que viveu bastante!
A ponte distante – nunca me verá
Saltar, não vou me afogar
No fundo do mar.
Antes do sino bater a despedida,
Poeta, deixa disso:

-Viver é a sua sina!

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Bienal do Livro da Bahia 2026: Lançamento do Livro “Amanhecer Chorando” de Audelina Macieira

 

Capa do livro "Amanhecer Chorando", de Audelina Macieira.

A poetisa Audelina Macieira tem presença confirmada na Bienal do Livro da Bahia 2026, vai realizar o lançamento do livro “Amanhecer Chorando”, no stand da Cogito Editora, o evento vai acontecer do dia 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções de Salvador.

Acessem ao perfil da Cogito Editora para mais informações: https://www.instagram.com/p/DWkQg8ODRfS/?igsh=MWJwOXhvZGVwc25peQ==

 Incluam na agenda de vocês!

O silêncio

O silêncio foi o sufoco
Por entre a escuridão,
O cérebro este labirinto
Via palavras, como se
Fossem escaneado,
Do presente ao pretérito.
O café em adrenalina
Corria pelo corpo,
Olhos vidrados,
Em pânico. Fantasma
Da vida, podem vim
Em formas de lembranças.
Um terremoto,
Visões, a busca do entendimento
Do eu e do não eu.
Retratos cortados,
Espelhos quebrado.
Fumaças em forma de neblina,
O conhaque não era
Mais o mesmo.
A caneta falhava,
As palavras não mais
Era o consolo.
Noites perdidas,
E uma poesia que
Não quer sair.
O poeta sofria a escrita,
Sofria a vida, a miséria,
A desgraça humana,
A guerra. Tudo foi
Bombardeado,
O software não mais
Armazenava os arquivos,
E muito menos processava.
A poesia queria esconder
A dor, as palavras
Se camuflam para se tornar
Em poesia. Não
Mais se tinha regra,
Métricas foram ultrapassada,
Apareceram carros,
Postes, prédios,
Pistas, e lembranças impagáveis.
Quero um sorvete,
Neste dia de pouco sol,
Para refrescar a memória
Ou suicidar-me no gelo.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


sábado, 4 de abril de 2026

Faleceu a Editora da Íbis Libris Thereza Christina Rocque da Motta

 

Notícia triste, acabei de ver no perfil oficial da Thereza Christina Rocque da Motta, no app Meta (Facebook) sobre o seu falecimento, foi uma excelente poetisa, que nos deixa infelizmente, além de poetisa foi também tradutora, editora da Íbis Libris

Segue abaixo a publicação postada no perfil oficial, no app Meta (Facebook):

“Com profundo pesar, nos despedimos de nossa fundadora, Thereza Christina Rocque da Motta.Poetisa, tradutora, editora e uma incansável incentivadora da literatura brasileira, Thereza dedicou sua vida aos livros, às palavras e à construção de pontes entre autores e leitores. Sua trajetória deixa um legado imensurável não apenas na história da Ibis Libris, mas na cultura e na literatura do país.

Mais do que uma referência profissional, foi uma presença generosa, sensível e inspiradora para todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado.

Seguiremos honrando sua história, sua paixão pelos livros e tudo o que ela construiu.

A cerimônia de despedida será realizada no dia 06 de abril, no Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro.Nos solidarizamos com familiares, amigos, autores e leitores neste momento de dor.

HOMENAGEM COROA DE FLORES:(21) 967854612″

Fonte: https://www.facebook.com/share/p/17HVYL2AnH/

Nota de Falecimento de Thereza Christina Rocque da Motta 


sexta-feira, 3 de abril de 2026

O amor

Os raios do sol nasceu,
Transbordando
Nas cachoeiras.
À vida surgiu
Em ciclo de
Perfumes de jasmins,
E a poesia nasceu.
Gostoso! é degustar
Cada partícula do dia,
E saber regar
As sementes
semeando ao solo.
gozar! À vida,
O amor, à amplidão,
E acima de tudo
ver, e saber Mirar e fitar
A alegria de um
Outro ser
Admirando
De tudo o filho
Nasce
ndo numa
Manjedoura.

Imagem da Internet.


Sentimento

Queria sair sorrindo
E realmente sentir
O meu ser interior bem
Eu queria contagiar todos
Com o meu sorriso
E sentir que por dentro
Elas também se sentem bem.
Eu queria dizer que estou bem
Sem ter que disfarçar
Eu queria olhar nos olhos
E a verdade,
A minha verdade encontrar.
Eu queria desejar bom dia
E sentir abraçado
Com as respostas dos passarinhos
Ou quem sabe das pedras
Que ali paradas muito
Deve ser a contar.
Eu queria - eu quero
Isso é determinação?
Eu quero, eu vou, eu consigo

- Meu bem, não quero
Me frustrar.
Eu não quero criar perspectiva,
Não quero que nada seja superficial
Eu não quero que nada seja feito
Como eu quero,
Que tudo seja feito como tem de ser
Sem que eu venha a planejar.
Se tudo tem que ser assim,
Ou se eu posso querer que seja assim.
Que nas dificuldades da vida
Eu aprenda a amar. 


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Passagem

Foi um dia de chuva...
Minhas lentes molhada,
Visão embaraçada,
Pessoas na frente
Do mercado,
Esperando a chuva
Passar. Pessoas
Do mercado
Fazendo compras
Pessoas no bar
Embriagando-se
E outras conversando,
Alguns no lado de fora
Fumando cigarro.
Carros tocando diversas
Músicas em cada esquina.
Pessoas dançando
Alguns sentadas na praça
Como se não quisessem nada,
Faziam algumas paqueras,
Outros já namoravam
Na praça ou na esquina
Junto a um poste.
Casais andavam
De mãos dadas,
Crianças saiam correndo
Pela frente.
Enquanto os adultos
Matavam com cerveja
E cigarro,
As crianças se matavam
Com refrigerante,
E com o ar poluído,
Ar este que todos sofremos...
Os ônibus passam
Lotados, moleques assobiavam
E a mulher passava
Cheia de charme
Como se nada estivesse escutado.
Os carros, nem sempre
Andavam vazios,
Alguns carregavam a família
Para o interior,
E outros carregavam
Mulheres de vida fácil,
E se arriscavam
Em aventuras, alcool, cigarro,
Sexo e alta velocidade cerebral,
No dia seguinte.
Algumas mães desesperadas
Com a morte do filho,
Quem sabe de 11 anos...
Alguns corriam devido
Ao tiro, outros
Caiam no chão,
Alguns iam para o hospital
Morrer na espera,
E alguns morriam
Antes de chegar no hospital.
Milhares de pessoas vivendo
Na internet, dentro das redes
Sociais, milhares de pessoas
Conversando uma com as outras,
Mas, sentindo-se sozinhas.
Vendedor no meio da rua
Tentando vender as mercadorias,
Pessoas perdendo as mercadorias
Para a prefeitura.
Alguns pediam e outros assaltavam o trabalhador.
Pessoas de todos os tipos
De todas as formas,
De todo jeito.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Asco

Monstros que nascem na humanidade Não merecem ser felizes (Sequer se importam com a própria felicidade) Merecem o sofrimento diante das suas...